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BREVE COMENTÁRIO SOBRE OS RESPONSÁVEIS PELA CRISE FINANCEIRA EUROPÉIA

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05/01/2012

Marcos A. Corrêa Lima *

Em primeiro lugar é necessário entender que a crise econômica instalada na União Européia tem a sua origem no modelo econômico denominado de neoliberal, aplicado na era Bush nos EUA pelo Partido Republicano e na Europa pelos dirigentes, a partir de Margareth Tatcher do Partido Conservador inglês.
Os políticos europeus sociais democratas, que fazem oposição aos conservadores, segundo um estudioso da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista à Globonews, disse que eles eram sociais democratas durante o dia e à noite neoliberais.
Os neoliberais, os iniciados nas ciências econômicas sabem, são seguidores de Adam Smith, autor do livro “Riqueza das Nações”. Pregava que o mercado se autorregularia e que o Estado deveria ficar a anos-luz de distância dele. Ou seja: o Estado não deveria intervir na economia.
As crises vieram. Quando da grande depressão norte-americana da década de 1930, pensou-se mesmo que era o fim do capitalismo, como escrevera Karl Marx e seus seguidores. Eles diziam que o capitalismo seria destruído pelas crises inerentes ao próprio sistema.
O diferencial veio com o economista inglês John Maynard Keynes. A escola Keynesiana com base em seu livro "Teoria geral do emprego, do juro e da moeda" (General theory of employment, interest and money), preconizou uma organização político-econômica, oposta às concepções neoliberais.  A principal tese, consiste na afirmação do Estado como agente indispensável de controle da economia, com objetivo principal de conduzir a um sistema de pleno emprego. Esta teoria keynesiana e seus seguidores tiveram uma enorme influência na renovação das teorias clássicas e na reformulação da política econômica de livre mercado.
A  escola econômica keynesiana se fundamenta no princípio de que o ciclo econômico não é autorregulado como pensam os neoclássicos, uma vez que é determinado pelo "espírito animal" ("animal spirit", no original em inglês) da busca do lucro pelos empresários. É por esse motivo e  tambem pela incapacidade do sistema capitalista em conseguir empregar todos os que querem trabalhar, que Keynes defende a intervenção do Estado na economia.
A teoria do economista inglês concebe o dever de conceder benefícios sociais que garantam à população um padrão mínimo de vida como a criação do salário mínimo, do seguro-desemprego, da redução da jornada de trabalho (que então superava 12 horas diárias) e a assistência médica gratuita. O keynesianismo ficou conhecido também como "Estado de bem-estar social", ou "Estado Escandinavo", o welfare state.
Os Estado Unidos saíram da grande depressão com fortes investimentos públicos e a consequente intervenção estatal na economia. O Partido Democrata norte-americano segue esta linha. Os neliberais republicanos geram as crises, par os democrtas supera-las.
A crise econômica europeia de natureza neoliberal e os propalados arrochos em cima dos trabalhadores têm gerado críticas e manifestações da população. Na verdade eles, os políticos neoliberais, instalam as crises com o mercado do capital, concentrando a renda e fazendo desmandos financeiros para depois a conta cair na população, com os famosos cortes orçamentários e arrochos diversos.

*É membro do conselho diretivo do Sindat, Auditor II aposentado e advogado.


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